Bairro Ribeirinho de Santos

Prevê a evolução da cidade através da transformação da morfologia do terrapleno de Santos, ao redesenhar as características
da superfície portuária.

O projecto propõe a reconfiguração da zona de Santos através da modelação e da construção de uma nova morfologia que respeita e dá continuidade ao traçado criado pelas anteriores gerações. Com esta nova topografia, o carácter tridimensional da cidade é valorizado, pois o conjunto de edificações a implantar dá origem a uma malha de ruas estreitas e pedonais que ligam a cidade ao Tejo através de rampas e/ou coberturas entre os vários níveis. Algumas destas passagens sobrepõem-se à intensa circulação que caracterizam a Avenida 24 de Julho, diluindo a barreira existente e permitindo, em simultâneo, que os três fluxos de trânsito–pedonal, viário e ferroviário- coexistam sem conflitos. O traçado proposto recria a memória e a geometria da Lisboa pré- terramoto, utilizando a sabedoria de gerações que construíram uma cidade voltada para o seu rio. Os edifícios estendem-se perpendicularmente ao Tejo e os quarteirões são como colinas atravessadas pela trama geométrica de uma parte da cidade já apagada. As variações de nível do piso térreo conferem uma nova percepção da topografia do actual terrapleno, já que retiram a planura característica das superfícies portuárias mono- funcionais, ligando-as de novo à leitura morfológica da cidade de Lisboa.

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