Percurso

Nascido em 1967, Pedro Ressano Garcia viveu e trabalhou em várias cidades portuárias - Rio de Janeiro, Porto, Barcelona, São Francisco e Lisboa. Vivências que provavelmente explicam a razão pela qual os seus projectos de referência procurem recuperar esse diálogo há muito interrompido entre as cidades e a água. É o caso da Plataforma Tejo, do Bairro Ribeirinho e da Arqueologia Industrial. Tem publicado artigos sobre este tema em revistas da especialidade, nacionais e internacionais, sendo orador habitual em conferências e seminários. Por vezes, é associado ao seu trisavô Frederico Ressano Garcia, o responsável pelo traçado das Avenidas Novas de Lisboa.
Na sua formação recebeu várias influências; as aulas com Enric Mirailles, em Barcelona, marcam um ponto de viragem e uma ruptura com a linha de aprendizagem académica. Findo o curso, estagia em Lisboa com os mestres Raul Hestnes Ferreira e Manuel Vicente, partindo em seguida para a Universidade Berkeley, na Califórnia, onde conclui o mestrado como bolseiro da Fundação Gulbenkian. É em Berkeley, onde é assistente convidado para a cadeira de Projecto, que descobre a sua escola de eleição: anti-sistema e com uma acentuada vertente humanista. Estuda e trabalha com referências mundiais como Daniel Libeskind e Thom Mayne. Em 1998, Pancho Guedes leva-o para a Universidade Lusófona como seu assistente. Torna-se no seu orientador de doutoramento em frentes urbanas portuárias, em conjunto com Hugo Hinsley, da Architectural Association – AA (Londres). Nesse mesmo ano, estabelece o seu próprio atelier em Lisboa. Actualmente, partilha o seu tempo entre projectos de arquitectura e desenho urbano e o desenvolvimento de estudos e ideias.

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